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  • Comunicação como aliada da ciência cidadã: quais os desafios e de que forma avançar?

    28 de agosto de 2025

    Por Alice Lira Lima, com apoio de Joana Giacomassa, Karen Sailer e Luan Alves

    Como engajar comunidades diversas, traduzir pesquisas para uma linguagem acessível e fazer com que projetos de ciência cidadã sejam compreendidos e apoiados? Essa resposta inclui o papel da comunicação, como mostrou a 7ª edição do ciclo “Diálogos em Ciência Cidadã”, realizado pelo Instituto Nacional de Ciência Cidadã (INCC) e transmitido pelo canal do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) na última quinta-feira (21).

    O webinário reuniu Alba Lívia Talon, jornalista científica do Instituto Nacional da Mata Atlântica (Inma); José Carlos Fernandes (Zeca), professor de Comunicação da Universidade Federal do Paraná (UFPR); e Larissa Paiva, do Time Larittrix e embaixadora do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). 

    O objetivo foi aprofundar a reflexão sobre os papéis, desafios e possibilidades da comunicação nos projetos de ciência cidadã no Brasil. Como ressaltou Luana Rocha, pesquisadora do Ibict que mediou o encontro, trata-se de uma questão transversal e estratégica dos projetos. 

    Ela destacou que a comunicação deve ser presente do planejamento à divulgação dos resultados e apresentou exemplos de práticas e reflexões já discutidas dentro do INCC. “Noventa e cinco por cento da ciência cidadã é comunicação (Scivil, 2021). Essa frase é de um guia internacional e nos provoca a refletir sobre que tipo de comunicação queremos”, questionou. 

    A pesquisadora também compartilhou resultados de um exercício realizado durante o Encontro Brasileiro de Ciência Cidadã, em que participantes associaram a palavra comunicação a termos como confiança, troca, acessibilidade, coconstrução e escuta. O desafio tem sido ir além da divulgação pontual e pensar em um diálogo constante com diferentes públicos. Luana deixou a reflexão: “será que é possível engajar essas pessoas e construir conhecimento colaborativo sem uma boa comunicação?”.

    Ocupar espaços com divulgação científica

    A jornalista Alba Lívia Talon expôs dados da pesquisa nacional de percepção pública da ciência do Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE). Os números mostram que, embora a maioria da população brasileira tenha interesse em ciência e meio ambiente, ainda há grandes lacunas de acesso a museus, feiras e eventos científicos. Em sua apresentação, ela defendeu que os projetos de ciência cidadã são uma ferramenta essencial de alfabetização científica e, por isso, precisam da comunicação como aliada. A comunicação tem que nascer com o projeto, não pode ser vista como uma atividade secundária. “Os projetos já devem incluir a comunicação para a gente ocupar os espaços públicos, virtuais ou presenciais, com esse conteúdo de qualidade, reagir às informações falsas que circulam publicando então informações corretas, desmistificando alguns assuntos e desmentindo algumas outras inverdades”, reforçou.

    A ideia é que a comunicação seja usada tanto para popularizar a ciência e inspirar novos cientistas, quanto para fortalecer a credibilidade institucional, combater a desinformação e influenciar políticas públicas. Por isso, é importante sempre considerar canais acessíveis, como imprensa e redes sociais.

    Apesar da desconfiança crescente em instituições, ainda segundo a pesquisa do CGEE, cientistas estão entre os que têm maior credibilidade. Isso reforça, segundo Alba, a responsabilidade da ciência cidadã em ocupar novos espaços e que pesquisadores assumam também a tarefa de comunicar e aproximar resultados da sociedade.

    Extensão universitária e dialogicidade

    Exemplos do saber científico como parte do dia a dia da sociedade são a extensão universitária e a comunicação popular. O professor José Carlos Fernandes, “Zeca”, abordou essa experiência, que ainda busca ser reconhecida como produtora de conhecimento dentro da hierarquia acadêmica. “Com a curricularização da extensão, 10% da carga horária de qualquer curso precisa estar fora dos muros da universidade. Isso é um passaporte para uma revolução”, afirmou.

    Coordenador do Núcleo de Comunicação e Educação Popular da Universidade Federal do Paraná (NCEP), Zeca relatou experiências de 22 anos de atuação em comunidades diversas (escolas periféricas, ocupações urbanas, população carcerária e grupos em vulnerabilidade social) e como a horizontalidade e a dialogicidade freiriana, de “construir com, e não para”, são essenciais na comunicação cidadã.

    O grande desafio da dialogicidade é praticá-la de verdade, não apenas como um item em relatórios. É preciso estar preparado para que a comunidade indique caminhos diferentes dos que planejamos”, explica. Ele também colocou o papel da educomunicação e da comunicação popular como referenciais para os projetos de ciência cidadã.

    Jovem divulgadora científica

    Como observar o céu pode influenciar a vida de alguém? Para Larissa Paiva, a “Laritrix”, de infinitas maneiras. Cearense de Pires Ferreira, ela contou como essa história começou ainda criança. “Eu achava injusto que tudo tivesse nome, pessoas, animais, plantas, e as estrelas não. Perguntei para minha avó e descobri as Três Marias. Foi quando percebi que podia criar teorias e buscar respostas”. 

    Larissa passou a frequentar lan houses para aprender astronomia e compartilhar com a comunidade. Aos 20 anos, agora ela é, além de estudante de pedagogia, reconhecida como divulgadora científica, caçadora de asteroides e palestrante que impacta milhares de estudantes. “Meu propósito é levar a ciência para as pessoas e as pessoas para a ciência”, compartilhou, e acrescentou como usa linguagem simples e a ludicidade para isso. “Eu uso músicas, cultura nordestina, brincadeiras. A empatia é essencial para democratizar o acesso”.

    Os convidados responderam a perguntas dos participantes e finalizaram com a mensagem de que os obstáculos não são apenas técnicos, mas também culturais. Como disse Alba, a tarefa é coletiva. 

    Assista ao webinário

    Ciclo “Diálogos em Ciência Cidadã”

    O ciclo de webinários “Diálogos em Ciência Cidadã” é promovido pelo INCC em parceria com a Rede Brasileira de Ciência Cidadã (RBCC) e conta com o apoio da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

    Para receber novidades do ciclo e acompanhar os próximos eventos, siga as redes sociais do INCC.

  • Rede Brasileira de Ciência Cidadã apresenta relato da gestão 2023-2025 e o plano de trabalho para os próximos anos

    26 de agosto de 2025

    Por Alice Lira Lima, com apoio de Joana Giacomassa, Karen Sailer e Luan Alves

    A Rede Brasileira de Ciência Cidadã (RBCC) realizou, na segunda-feira (18/8), uma uma reunião aberta online que marcou a transição de gestão, com a apresentação do balanço do comitê 2023-2025 e o anúncio do plano de trabalho da nova gestão 2025-2027, que assume com o lema “Ciência para Todos, por Todos”.

    A gestão que se encerra foi responsável por consolidar a presença da RBCC em diferentes frentes, com destaque para a realização do 1º Encontro Brasileiro de Ciência Cidadã em 2024 e parcerias formativas, como o curso “Dilemas na Ciência Cidadã”, em colaboração com a Universidade Federal do ABC (UFABC). Além disso, a rede se integrou a iniciativas nacionais, como a Saúde Planetária Brasil, e participou de eventos estratégicos, que fortaleceram seu papel como articuladora da ciência cidadã no país.

    Ao apresentar o balanço, Sheina Koffler, cofundadora da RBCC e membro do primeiro comitê de gestão, destacou a importância de avançar em relação a alguns temas. “Precisamos melhorar a comunicação dentro da rede, mas também da rede para outros setores da sociedade. É importante incluir também pessoas que não estão no meio acadêmico e que elas se sintam representadas na ciência cidadã”.

    Membro do atual comitê de gestão e pesquisador do Instituto Nacional da Mata Atlântica (INMA), João Victor Lacerda reforçou que a próxima etapa será voltada à ampliação da atuação da RBCC: “Vamos dar continuidade ao que vem sendo feito. A maior parte dos nossos objetivos está ligada ao relatório da oficina de planejamento estratégico, disponível no site da RBCC”.

    Entre as prioridades está a formação continuada em ciência cidadã, em parceria com o Instituto Nacional de Ciência Cidadã (INCC), que irá fortalecer a integração entre pesquisa e sociedade, além do amadurecimento da comunicação da rede.

    Leia a matéria completa sobre o encontro no site da RBCC.

  • Integração e planejamento marcam o 1º Encontro de Pesquisa do INCC

    19 de agosto de 2025

    Por Joana Giacomassa, com apoio de Karen Sailer, Alice Lima e Luan Alves  | Foto de destaque: Joana Giacomassa 

    No dia 14 de agosto de 2025, o Instituto Nacional de Ciência Cidadã (INCC) promoveu seu primeiro Encontro de Pesquisa. O evento aconteceu em São Bernardo do Campo, São Paulo.  Com o foco de apresentar objetivos e resultados e discutir os próximos passos, coordenadores e bolsistas de seis Linhas de Pesquisa e Ação reuniram-se no Campus de São Bernardo do Campo da Universidade Federal do ABC (UFABC). 

    Em conjunto e ao longo de todo o dia, apresentaram os primeiros resultados, discutiram estratégias, metodologias e alternativas para aprimorar processos e lidar com os desafios em cada uma das linhas e suas possíveis sinergias e articulações. 

    A Linha 1, coordenada por Blandina Felipe Viana e Allan Yu Iwama, trouxe discussões sobre as estratégias e lições de engajamento e participação das iniciativas de ciência cidadã, especialmente aquelas conduzidas no Brasil e na América Latina.  Foram apresentadas as pesquisas de Jeferson Coutinho (Bolsista Capes de Pós-Doutorado) e Julianna Toyota Arita (Bolsista DTI CNPq).

    Apresentação “Investigando a Ciência Cidadã: Estratégias de Engajamento Social no Brasil e na América Latina”, da Linha 1/ Foto: Joana Giacomassa

    Em seguida, a Linha 2, sob a coordenação de Angelo Loula e Bruno Albertini, apresentou as questões relacionadas às ferramentas, tecnologias e infraestruturas necessárias e em uso por iniciativas de ciência cidadã, especialmente as infraestruturas de dados e as possibilidades e desafios da inteligência artificial na ciência cidadã. Foi apresentado o Plano de Trabalho e abertura da seleção de Bolsista DTI CNPq.

    Coordenada por Vanessa Jorge, Anne Clinio e Sarita Albagli, a Linha 3 contou com a fala de Luca Schirru (Bolsista Capes de Pós-Doutorado) sobre os aspectos legais do uso de dados em projetos de ciência cidadã, a partir do mapeamento e revisão bibliográfica. As coordenadoras também falaram sobre protocolos, normas e seus sistemas de governança, tema que será tratado por Bolsista Capes de Pós-Doutorado a ser selecionada/o, e a articulação interna entre todas as demais linhas de pesquisa do INCC. 

    A Linha 4, por sua vez, coordenada por Natalia Ghilardi-Lopes, Nijima Novello Rumenos e Rodrigo Arantes Reis, apresentou os resultados de pesquisa sobre iniciativas de formação e educação em ciência cidadã. Joselaine Setlik (Bolsista de Pós-Doutorado Capes) apresentou os resultados de sua revisão de literatura que mapeou treinamentos e processos de aprendizagem em ciência cidadã. Eduardo Toito e Nestor Oliveira (Bolsistas CNPq DTI) apresentaram os materiais que estão em desenvolvimento para as atividades formativas do INCC.. 

    A respeito do arcabouço teórico-conceitual, que diz respeito à Linha 6, coordenada por Sarita Albagli e Pedro Bravo, as discussões incluíram as investigações em curso a respeito do conceito de ciência cidadã e seus usos por comunidades tradicionais, apresentadas por Monique Oliveira e Ana Gabriela de Jesus Araujo (Bolsistas de Pós-Doutorado Capes).  

    Por fim, a Linha 7, de Gestão, Articulação e Internacionalização, contou com as falas de Walter Eler do Couto (Bolsista de Pós-Doutorado Capes), a respeito da enquete sobre ciência cidadã no Brasil, e Gabriela Pegler sobre o uso do Zotero e possíveis repositórios de dados para memória técnica das atividades de pesquisa do INCC. 

    Na foto, Walter do Couto, Anne Clinio e Vanessa Jorge/ Foto: Joana Giacomassa

    Todos os participantes, incluindo coordenadores e bolsistas, enfatizaram sua satisfação e a importância do contato direto e presencial entre integrantes e pesquisadores de outras linhas possibilitado no primeiro Encontro de Pesquisa do INCC. “Foi muito importante para atualizações sobre o andamento das atividades e para definições conjuntas sobre o futuro das ações do INCC”, disse Natalia Pirani Ghilardi-Lopes, vice-coordenadora do INCC. 

    Sarita Albagli, coordenadora do INCC, conversa com os participantes do evento/ Foto: Joana Giacomassa

    Sarita Albagli, coordenadora do INCC, destacou que “foi uma oportunidade de obter contribuições e trocas de conhecimentos e aprendizados entre as diferentes Linhas do INCC e planejar os legados advindos de suas pesquisas e ações”.

    No dia seguinte, sexta-feira (15), o Comitê Gestor e demais representantes das linhas de pesquisa e ação do INCT de Ciência Cidadã (INCC) também se reuniram para pensar o planejamento estratégico do Instituto de 2025/2026 a partir de todos os resultados e atualizações apresentados pelos participantes das linhas. 

    Reunião do Comitê Gestor/ Foto: Joana Giacomassa

    Confira, abaixo, a galeria de fotos do evento:

    Créditos: Joana Giacomassa

  • “Comunicação na Ciência Cidadã” é o tema da 7ª edição do ciclo de diálogos do INCC

    12 de agosto de 2025

    Por Alice Lira Lima, Joana Giacomassa, Karen Sailer e Luan Alves

    Como tornar projetos científicos mais visíveis, compreendidos e apoiados? Essa e outras perguntas guiam a 7ª edição do ciclo “Diálogos em Ciência Cidadã”, que terá como tema “Comunicação na ciência cidadã”. 

    Realizado pelo Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia em Ciência Cidadã (INCC), o webinário acontecerá em 21 de agosto (quinta-feira), às 17h, com transmissão ao vivo pela plataforma YouTube, no canal da instituição executora do INCC – o Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

    Entre os convidados estão Alba Lívia Tallon, do Instituto Nacional da Mata Atlântica (Inma); José Carlos Fernandes, professor e pesquisador da Universidade Federal do Paraná (UFPR); e Larissa Paiva, do Time Larittrix e embaixadora do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações (MCTI). A mediação será feita por Luana Rocha, bolsista do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict).

    Comunicação como aliada

    Nesta edição, o diálogo tem como foco a importância da comunicação como aliada na promoção e no fortalecimento da ciência cidadã. Para isso, o webinário contará com a participação de especialistas com experiências diversas e complementares na popularização científica, engajamento social e extensão universitária.

    Alba Lívia Tallon, analista em C&T no Instituto Nacional da Mata Atlântica (Inma), abrirá reflexões sobre como a comunicação pode ampliar o impacto social dos projetos de ciência cidadã. Com trajetória em jornalismo científico e doutorado em Comunicação, Alba propõe uma provocação: que pesquisadores e coordenadores de projetos ocupem os espaços públicos com informação acessível, confiável e estrategicamente disseminada.

    “Penetrar espaços midiáticos é ampliar seu alcance na sociedade”, afirma, acrescentando que a visibilidade favorece o reconhecimento desses projetos para além da comunidade acadêmica, o que fortalece o apoio social e as possibilidades de financiamento e captação de recursos. 

    O jornalista e professor José Carlos Fernandes irá abordar o conceito de dialogicidade, fundamentado no pensamento do educador Paulo Freire, como base para a interação com parceiros em ações extensionistas, e que exige interpretação do desejo do outro.

    “O que o outro diz com aquilo que fala? É um trabalho fenomenológico e um exercício de linguagem. A escuta não é para satisfazer vontades, mas para entender e interpretar”, explica. Ele propõe a dialogicidade como uma prática política, estética e ética que transforma o saber em algo compartilhado e construído coletivamente: “coloca o saber à mesa, para ser servido”.

    A jovem cientista e comunicadora Larissa Paiva, conhecida como Larittrix, compartilhará sua experiência de atuação como cientista cidadã. Aos 20 anos, ela já impactou milhares de estudantes e lidera projetos de divulgação científica voltados para crianças e jovens, principalmente do interior do Ceará, onde nasceu. Ela irá mostrar, a partir das suas vivências e ações, como a ciência pode ser acessível, engajadora e transformadora, especialmente quando comunicada por quem também representa esses públicos. Defensora do lema “Levar a Ciência para as pessoas e levar as pessoas para a Ciência”, Larissa é estudante de Pedagogia e acredita que a tecnologia, a educação e a inclusão devem caminhar juntas.

    A mediação do encontro será feita por Luana Rocha, bolsista do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (Ibict) e integrante da equipe da plataforma Cívis. Com experiência em gestão de projetos de ciência cidadã, Luana também atua na Rede Brasileira de Ciência Cidadã (RBCC) e integra a linha de pesquisa e atuação 5 do INCC, dedicada à promoção de ações de comunicação e de disseminação dos resultados obtidos e das atividades desenvolvidas pelo Instituto.

    Serviço

    O ciclo “Diálogos em Ciência Cidadã” é uma iniciativa do INCC com apoio da Capes e do CNPq, e conta com a parceria da Rede Brasileira de Ciência Cidadã. As transmissões acontecem no canal do Ibict no YouTube.

  • Contribua com o Dossiê Temático sobre Ciência Cidadã e Emergências Climáticas

    4 de agosto de 2025

    Por Allan Yu Iwama, Luciana Londe, Rachel Trajber e Sarita Albagli

    A plataforma Cívis convida a sociedade a contribuir com o novo Dossiê Temático sobre Ciência Cidadã e Emergências Climáticas. Os dossiês temáticos são conjuntos organizados de conteúdos sobre temas de relevância e interesse social, que fortalecem a ciência cidadã ao dar visibilidade, promover a troca de experiências, gerar aprendizado coletivo e estimular o debate qualificado.

    Este dossiê busca reunir e articular informações, iniciativas, projetos, ferramentas e reflexões sobre como a ciência cidadã pode enfrentar, compreender e atuar diante das emergências climáticas em um contexto de múltiplas crises que incluem aumento de desastres associados a eventos climáticos extremos, perda da biodiversidade e funções ecossistêmicas em ambientes terrestres e marinhos que afetam a saúde do planeta.

    O dossiê temático sobre Ciência Cidadã e Emergências Climáticas aborda um amplo espectro de situações críticas decorrentes das mudanças no clima, como extremos de temperatura (como ondas de calor ou de frio), secas prolongadas, inundações, deslizamentos, incêndios florestais, escassez hídrica, elevação do nível do mar. Essas emergências impactam diretamente os ecossistemas e a vida das populações, especialmente as mais vulneráveis, e exigem respostas urgentes, integradas e baseadas em evidência de múltiplos sistemas de conhecimento. O dossiê busca evidenciar como a ciência cidadã pode contribuir para ações de prevenção, mitigação, preparação, resposta e recuperação, bem como em ações de adaptação baseada em ecossistemas e uma gestão de riscos de desastres baseada na comunidade, valorizando saberes locais e fortalecendo redes colaborativas para a ação climática. 

    As contribuições pode incluir:

    ⮕ Projetos e iniciativas em andamento ou já concluídas
    ⮕ Ferramentas, abordagens e métodos participativos
    ⮕ Iniciativas de formação e capacitação pertinentes para lidar com o tema de desastres e emergências climáticas
    ⮕ Novos conteúdos que ajudem a ampliar e aprofundar o conhecimento sobre o tema

    Além disso, é possível contribuir com um texto para o Blog da Cívis e participar no Fórum de discussão sobre o tema do dossiê. Seja você parte de uma comunidade, pesquisador(a), ativista, educador(a) ou simplesmente alguém engajado com a transformação socioambiental, sua experiência é valiosa!

    Envie seu conteúdo e faça parte desta construção coletiva! Juntos, vamos mapear práticas, destacar saberes e fortalecer redes de ação frente às mudanças climáticas. Acesse o site para saber mais e registrar a sua contribuição: https://civis.ibict.br/dossier/4/

    A organização deste dossiê é uma parceria entre a Cívis, o Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais (Cemaden), o INCT de Ciência Cidadã (INCC) e a  Rede Brasileira de Ciência Cidadã (RBCC).

    Imagem capa: Litoral Norte da Paraíba. Crédito: Allan Yu Iwama (2022)

  • INCC abre chamada para bolsista que irá integrar linha de “Tecnologias, Ferramentas e Infraestruturas”

    1 de agosto de 2025

    O Instituto Nacional de Ciência Cidadã (INCC) está com chamada aberta para uma nova bolsa que irá compor a equipe do projeto. A oportunidade é na modalidade de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI-A/CNPq) com atuação na Linha de Pesquisa 2 – Tecnologias, Ferramentas e Infraestruturas. A linha tem como objetivo prospectar, desenvolver, adaptar e disseminar tecnologias e ferramentas, bem como estabelecer e fortalecer infraestruturas pertinentes a projetos e iniciativas de Ciência Cidadã, com ênfase em acessibilidade e tecnologias abertas.

    A bolsa terá duração de 12 meses, com a possibilidade de renovação. Além disso, o período de dedicação é de, em média, 40 horas semanais. O trabalho é remoto, mas o candidato precisa ter a disponibilidade de viajar para eventuais encontros da linha de pesquisa. Entre os requisitos necessários é preciso ter, pelo menos, seis anos de efetiva experiência em atividades de pesquisa, desenvolvimento ou inovação e nível superior completo, com graduação em áreas como Ciência da Computação, Engenharia de Computação, Engenharia de Software, Sistemas de Informação, Redes de Computadores ou áreas correlatas.

    Acesse o edital completo e confira os demais requisitos, as atribuições e como se candidatar!