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  • INCC abre chamada para bolsa de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial

    16 de dezembro de 2024

    O Instituto Nacional de Ciência Cidadã (INCC) está com chamada aberta para uma nova bolsa que irá compor a equipe do projeto. A oportunidade é na modalidade de Desenvolvimento Tecnológico e Industrial (DTI-A/CNPq) com atuação na Linha de Pesquisa 07 – Gestão, Articulação e Internacionalização. A linha tem caráter operacional e atua no apoio à coordenação do INCC e ao Comitê Gestor com o objetivo de criar infraestruturas e atividades para a interlocução entre membros e outros parceiros.

    A bolsa terá duração de 12 meses e tem a possibilidade de renovação. Além disso, o período de dedicação é de, em média, 30 horas semanais. O trabalho é remoto, mas há possibilidade de reuniões presenciais. Aos interessados é necessário enviar e-mail para a coordenação do INCC (sarita@ibict.br e natalia.lopes@ufabc.edu.br) anexando o currículo lattes atualizado juntamente de uma carta justificando o interesse em se vincular ao projeto. As inscrições devem ser feitas até o dia 26/01/2025 e todas as informações sobre o processo de seleção estão disponíveis no edital. 

    Entre os requisitos necessários é preciso ter, pelo menos, seis anos em atividades de pesquisa, além de experiência na gestão de projetos técnico-científicos. A pessoa selecionada irá atuar no apoio à Coordenação do INCC com logística, registro e documentação de reuniões e workshops, nas ações de cooperação nacional e internacional, comunicação e articulação com as demais linhas e outras ações de apoio.

    Acesse o edital completo e confira os demais requisitos para se candidatar.

  • 7º Encontro Nacional de Observação de Borboletas registra 436 espécies diferentes em quase 1.500 observações

    11 de dezembro de 2024

    No último sábado (7), foi realizado o evento de encerramento do 7º Encontro de Observação de Borboletas. A transmissão ocorreu no canal do YouTube “Terra das Borboletas” e premiou os cientistas cidadãos com maior número de registros de borboletas, com a maior variedade de espécies registradas, entre outras categorias.

    No decorrer do encontro foram 1.487 registros de observação de borboletas e mariposas, de 436 espécies diferentes. Alguns desses registros ganham destaque pela qualidade, por exemplo, o registro de André Nogueira da primeira observação de uma espécie no estado do Rio Grande do Sul e o de Antonio Teleginski, o primeiro registro de uma espécie na plataforma Inaturalist – que reúne as informações do 7º Encontro, além de uma grande base de dados sobre borboletas e diversas outras espécies.

    A coordenadora do 7º Encontro, Maristela Zamoner, explica que o número de 436 espécies registradas nas práticas de observação ficou acima do esperado. “Se contabilizarmos somente as borboletas registradas, foram mais de 250 em quatro dias”, conta. Em uma rápida comparação, Portugal é um país que – em toda sua extensão territorial – soma mais de 150 espécies. Já a região da Inglaterra, explica Maristela, não chega a 100 espécies.

    O 7º Encontro foi o primeiro a abrir para as práticas de observação de borboletas. O Instituto Nacional de Ciência Cidadã (INCC) entrou, juntamente com a Rede Brasileira de Ciência Cidadã (RBCC) como apoiadores do evento. Além disso, o INCC esteve presente em duas dessas práticas realizadas na cidade de Curitiba (PR). Uma no dia 28 de novembro, no Recanto Velha Olaria e a outra no dia 30, no Parque Tanguá. O biólogo, professor da rede estadual de ensino do Paraná e membro do INCC, Adolf Carl Kruger, explicou que, em observações como as realizadas no Encontro, os pesquisadores buscam registrar toda a fase de desenvolvimento das borboletas.

    Segundo Adolf, isso acontece porque há dificuldade, em alguns casos, de identificar as espécies quando estão na fase adulta. Daí surge a necessidade de acompanhar o ciclo desde o momento em que uma espécie põe os ovos, passando pela fase larval até se transformar em uma borboleta ou mariposa.

    As práticas de observação foram realizadas em diversos estados do país. No evento de encerramento, Maristela e Adolf comentaram que também houve trabalho independente. A prática do Museu da Amazônia, com coordenação de Rayme dos Santos Carvalho foi premiada como a que mais reuniu participantes, com 18 pessoas.

    Pela primeira vez, o Encontro de Observação de Borboletas também disponibilizou os anais do evento com publicações científicas. Maristela e Adolf afirmaram surpresa e satisfação com o envolvimento dos cientistas cidadãos também na produção científica.

    O trabalho de observação de borboletas é pioneiro no Brasil e em Curitiba e, como destaca Maristela, procura dar protagonismo para os cientistas cidadãos. “Quem é o cientista cidadão? Quais são os interesses e desejos dele? O que é importante para ele? A partir dessa avaliação e da convivência com o cientista cidadão, nós desenhamos como o trabalho vai acontecer”, afirma Maristela.

    O grupo ainda vai analisar informações e dados coletados durante o 7º Encontro que vão gerar novos materiais científicos, por exemplo: o livro Borboletários do Brasil, que reúne informações de 26 borboletários do país. Além disso, todos os dados estão abertos e disponíveis para uso em pesquisas, desde que seguidas as regras de licença de cada cientista.

  • Diverso em temas e participantes: 1º Encontro Brasileiro de Ciência Cidadã divulga anais

    5 de dezembro de 2024

    Uma das marcas do primeiro Encontro Brasileiro de Ciência Cidadã (EBCC), realizado entre 10 e 12 de setembro, na Universidade Federal do ABC (UFABC), em São Paulo, foi a diversidade de temas discutidos e trabalhos apresentados. Ao todo, os anais do evento contém 132 resumos publicados, dos quais 44 têm a participação direta de membros do INCC.

    Relatos de projetos de Ciência Cidadã, de memórias, questões sobre meio ambiente, urbanização, biodiversidade e divulgação de ciência são alguns dos temas dos trabalhos. O link para o livro completo está disponível no site da Rede Brasileira de Ciência Cidadã (RBCC). Além disso, cada um dos resumos pode ser acessado individualmente.

    Acesse os Anais do EBCC!

    O 1º EBCC foi idealizado pela RBCC e contou com o apoio financeiro do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). A próxima edição do EBCC está prevista para ocorrer em 2026.

  • Direito autoral, conjuntos de dados e IA, INCC discute os avanços jurídicos em Ciência Cidadã

    1 de dezembro de 2024

    Na última terça-feira (26), foi realizada a segunda edição do ciclo de webinários “Diálogos em Ciência Cidadã”, promovido pelo INCC. Com o tema “Desafios jurídico-normativos dos dados em Ciência Cidadã”, o evento debateu os resultados da pesquisa conduzida pela Linha 3, até o momento. Além disso, os convidados apontaram desafios e oportunidades para o campo nos próximos anos.

    Pesquisador de pós-doutorado pelo INCC e organizador do segundo webinário, Luca Schirru fez um elogio à participação do público e a qualidade das apresentações do evento. De acordo com Luca, foi possível abordar os desafios dos usos de dados nos projetos em ciência cidadã.

    Segundo Luca, a maioria desses desafios jurídicos concentra-se em três grandes áreas: 1) o uso de dados pessoais; 2) o direito da propriedade intelectual (por exemplo: o direito autoral) e 3) os direitos coletivos, que incluem as expressões culturais tradicionais e os conhecimentos tradicionais. Hoje, aponta o pesquisador, a maior parte da literatura especializada no Brasil ainda é tímida nos aspectos jurídicos do uso de dados em ciência cidadã, o que constitui um campo para avanço. 

    Allan Rocha de Souza, pesquisador pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), explica que os bancos ou conjuntos de dados são as grandes riquezas atuais e que o modelo de apropriação que será desenhado para o uso e exploração dessas informações será um desafio importante.

    Segundo o pesquisador, essa discussão sobre o modelo de exploração precisa de uma resposta social ampla. Isso porque, explica Allan, ainda existe uma forte naturalização da ideia de propriedade na construção dos modelos de exploração e, para que aconteça os avanços necessários, o direito pode ajudar com ferramentas para entender a realidade dos conjuntos de dados.

    Com relação aos usos e aplicações da Inteligência Artificial, Luca Schirru aponta que uns dos principais questionamentos se dá em função da utilização de obras com licença aberta para o treinamento de IAs com finalidade comercial.

    Vinícius de Araújo Oliveira, do Ministério da Saúde, afirma que, no uso de uma Inteligência Artificial na área da saúde, o treinamento desse modelo deve levar em conta todo o contexto sócio-cultural da área de atuação.

    Em relação aos bancos de dados, pesquisadores e pesquisadoras do Brasil podem usufruir de iniciativas como o Observatório Nacional de Direitos Autorais (ONDA), mantido pelo Instituto Brasileiro de Direitos Autorais (IBDAutoral). Outra importante fonte de consulta para pesquisa é a Biblioteca Digital Brasileira de Teses e Dissertações do Instituto Brasileiro de Informação em Ciência e Tecnologia (IBCTI) – instituição executora do INCC. Além disso, a Autoridade Nacional de Proteção de Dados (ANPD) dispõe de materiais sobre a proteção de dados pessoais.

    O ciclo de webinários “Diálogos em Ciência Cidadã” é uma realização do INCC em parceria com a Rede Brasileira de Ciência Cidadã (RBCC) e com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes). O evento completo está disponível no canal do YouTube do INCC. Assista:

    A próxima edição do ciclo de webinários “Diálogos em Ciência Cidadã” tem data marcada. Será no dia 10 de fevereiro, segunda-feira, às 16h. Com o tema “Filosofia da Ciência Cidadã”, o próximo evento terá como convidados: Kevin Elliott (Michigan State University); Lisa Rasmussen (University of North Carolina at Charlotte) e Pedro Bravo (Universidade Federal do ABC e pesquisador do INCC). O idioma oficial do evento será o inglês.

    Se inscreva para receber todas as novidades do ciclo de webinários e acompanhe as redes sociais do INCC para mais informações.